Tudo o que faço ou medito,
fica sempre na metade.
Querendo quero o infinito.
Fazendo nada é verdade.
Que nojo de mim me fica,
ao olhar para o que faço!
Minha alma é lucida e rica,
Eu sou um mar de sargaço.
Um mar onde boiam lentos,
fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não sei, e sei-o bem.
Fernando Pessoa
quinta-feira, 28 de maio de 2009
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